Santificação do Cristão

"E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo" I Ts 5:23

Por Pastora Alete (In Memory) 01/01/2017 - 18:00 hs
Santificação do Cristão
Santificação do Cristão

"E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo"   I Ts 5:23


 Santificar em tudo.

- Santificar é separar-se do pecado para ser usado pelo Espírito Santo.

 

Espírito:  I Co 6:19:

Para que o Espírito Santo habite em nós temos que:

-         Fugir da impureza = I Co 6:18

-         Fugir de tudo que fere os princípios de Deus.

-         Se encher da palavra = At 4:33, II Pe 3:18, II Pe 1:5-8, Tg 1:21.

-         Se dedicar a oração =  I Tm 2:1-3.

-         Se dedicar ao jejum = Mt 17:21. (O jejum mata a carne, dá sensibilidade ao Espírito Santo e autoridade sobre o diabo.

 

Alma:

- O cristão cheio do Espírito Santo reflete o fruto do Espírito. Gálatas 5:16-24.

 

Corpo:

- O cristão cheio do Espírito Santo usa seu corpo para pregar ao mundo. “nós somos a bíblia para o mundo”.   II Co 5:4,9,10.   II Pe 2:14.   I Tm 2:9.

 

A) Princípios da Intercessão:

1- Coração ardente – É necessário lembrar que missões começa com o coração e com a intercessão que devem ser antes de tudo, uma expressão de ardente paixão por Deus pelo cumprimento do desejo do coração dEle – a salvação do homem perdido. Entendemos, pois, que a oração não é o cumprimento de um dever eclesiástico, nem tão pouco uma função puramente racional.

Intercedendo pelo povo de Israel, o apóstolo Paulo expressa: “Irmãos, a boa vontade do meu coração e a minha súplica a Deus a favor deles são para que sejam salvos” (Rm 10.1). Quando o Senhor Jesus viu as multidões aflitas e exautas, compadeceu-se delas e fez um apelo aos discípulos: “Rogai ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara” (Mt 9.36,38).

O coração do intercessor deve arder com a compaixão divina, que se compadece da miséria humana e comove-se por aqueles que ainda não experimentaram a graça salvadora. Na antiga aliança, o sacerdote mantinha o fogo do altar de incenso aceso, queimando diante de Deus. Isto ilustra o ardor e a paixão com que devemos orar. George W. Peters pronunciou: “Deus, a Igreja e o mundo estão procurando homens com o coração em chamas (...) coração cheio de paixão pela salvação do perdido”.

 

2- Sensibilidade espiritual -  Orar é entrar na presença de Deus e ser ministrado pelo Seu Espírito Santo, que intercede por nós e em nós. A palavra diz que não sabemos orar como convém, mas o Espírito Santo intercede por nós com gemidos inexprimíveis (Rm 8.26).

É preciso ser sensível à direção que o Espírito dá à oração, para que alcancemos o desejo do coração de Deus e expressemos Sua vontade, pois a garantia de sermos ouvidos, é quando pedimos segundo a Sua vontade – “... se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve” (I Jo 5.18).

A sensibilidade precisa ser desenvolvida na nossa relação com o Espírito Santo, que é quem dá forma às nossas orações. Também,  o mesmo Espírito nos torna sensíveis às necessidades do outro. A lei áurea da intercessão é a identificação, se não sentimos a dor e a tristeza do outro, como expressar a misericórdia de Deus em oração? Paulo, quando intercedia por Onésimo, disse a Filemom: “... recebe-o, como se fosse a mim mesmo” (Fm 17). Interceder é se colocar no lugar do outro para ser parceiro na conquista da sua vitória.

 

3- Fé operosa – Para vermos os efeitos da eficácia da oração, nós temos que pôr a fé em ação e Ter ousada confiança para ver as respostas de Deus às nossas orações. A fé reivindica as promessas divinas e certifica-se da resposta – “Tudo que pedirmos em oração crendo recebereis” (Mt 21.22). A fé precisa ser ousada para ser desenvolvida a favor do outro. È a disposição de crer, não pelo outro, mas para que o outro creia.

Para a evangelização do perdido é de suma importância o exercício da fé ousada em oração, para quebrar a resistência às mudanças de crenças e valores, destruir as fortalezas da tradição e levar os pensamentos calcados numa cosmovisão às vezes fatalista, materialista e supersticiosa a obedecer a verdade única do Evangelho.

Não há impossível dentro dos propósitos divinos. A intercessão missionária nos certifica o propósito do Senhor em salvar o perdido. Isto fortalece a nossa fé para crer que seremos ouvidos. “nada está fora do alcance da oração, a não ser aquilo que está fora da vontade de Deus” (J. Blanchard).

 

4- Persistência – É necessário exercer um clamor persistente. Orar até alcançar o alvo. Perseverar em oração é saber aguardar o  tempo de Deus. Moisés persistiu diante de Deus quarenta dias  e quarenta noites, pedindo para que Deus não destruísse o seu povo – “Orei ao Senhor, dizendo: Ó Senhor Deus! Não destruas o Teu povo e a Tua herança” (Dt 9.26). E o Senhor o atendeu.

O intercessor é comparado a um vigia ou sentinela que se põe diante de Deus e procura ver onde ele está sinalizando a sua operação para intensificar a oração – “Sobre os teus muros, ó Jerusalém, pus guardas, que todo o dia e toda a noite jamais se calarão; vós os que fazeis lembrado o Senhor, não descanseis, nem deis a Ele descanso até que restabeleça Jerusalém...” (Is 62.6-7). Perseveremos em oração, até que o Senhor de toda terra, restabeleça os povos e as nações para a sua glória!

 

B) A tarefa do intercessor:

 

1- Pela salvação dos perdidos – O Senhor Jesus na sua oração sacerdotal intercedeu “Não rogo somente por estes, mas por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra” (Jo 17.20). Nós somos resposta da Sua oração. Como sacerdotes  na nova aliança devemos levar aqueles, que ainda não creram, ao trono da graça divina para que sejam salvos. Orar é expressar o desejo do coração de Deus, “ o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (I Tm 2.4).

 

2- Fazer a retaguarda de oração para os missionários -  Somos um exército em combate pelo Reino eterno. Os missionários de campo e de base precisam de cobertura espiritual. A retaguarda são os guerreiros de oração, que dão suporte aos que estão na linha de frente. Em vários textos encontramos o apóstolo Paulo pedindo oração, pois qualificava a obra missionária um combate de toda Igreja.

Muitos obreiros têm feito um trabalho sacrificial, com pouco recurso para sobrevivência, penetrando no agreste e no sertão, enfrentando perseguição para levar a semente do Evangelho em campos pioneiros. Eles precisam da retaguarda para se manter firmes no combate.

Aqueles que não seguem para o campo,  devem estar diante do trono combatendo em oração o mesmo combate. Ouçamos o clamor deles como fez o apóstolo Paulo: “Rogo-vos irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e também pelo amor do Espírito, que luteis juntamente comigo nas orações a Deus a meu favor” (Rm15.30). 

 

3) Conquistar as cidades, vilas e grupos étnicos pelo poder da oração – Precisamos orar para que a Igreja Evangélica seja desafiada a plantar igrejas onde há mais carência. Há cidades, vilas e tribos sem uma igreja sequer, por que então, continuar abrindo igrejas em cada esquina das grandes metrópoles, quando há outras cidades tão carentes? Quantos povos na Ásia, África, na “Janela 10- 40” sem uma testemunha de Jesus entre eles!

É necessário identificar os lugares estratégicos e dar oportunidades iguais para todos. Paulo foi honesto em desejar avançar com o Evangelho para a Europa, pois dizia: “Esforçando-me, deste modo, por pregar o Evangelho não onde Cristo já fora anunciado, para não edificar sobre fundamento alheio” (Rm 15.20). Saiamos às ruas, aos becos e valados e estendamos as nossas mãos a favor dos marginalizados, dos injustiçados e dos que sofrem. Ouçamos o clamor dos órfãos e dos meninos de rua.

Diz o profeta Jeremias: “Levanta-te, clama de noite no princípio das vigílias; derrama, como água o coração perante o Senhor; levanta a Ele as mãos, pela vida dos teus filhinhos, que desfalecem de fome à entrada de todas as ruas” (Lm 2.19). Clamemos diante do Senhor para que a Sua luz possa raiar em cada recanto do Brasil, do Timor Leste, da Indonésia e ao redor do mundo. Adotemos um povo, uma cidade não-alcançada, uma tribo, uma vila  em oração.  Saturemos o clima da cidade com oração e, certamente, veremos a chuva serôdia da graça divina descer sobre esta terra.

 

Pastora Alete Ewald Degen